Espaço criado para iluminar, inspirar e trazer o autoconhecimento às mentes e corações de todos que buscam sua essência brilhante e eterna.
Adriana Moll
Buscadora da verdade intrínseca a todos os seres da criação, inspirada e conduzida pela grandeza da Tradição Védica Indiana, pela Autocura e Autocultivo da beleza e da graça femininas que permeiam a mágica da Śakti Universal.
Harih Om
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Vedicamente Falando - Vídeo 1 -
Os Vedas constituem um Corpo de Conhecimento que transmite para toda a humanidade os ensinamentos e os meios para que seja compreendida a verdadeira natureza de paz e de absoluta plenitude da criação, envolvendo todos os seres.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Harih OM
8 de dezembro
Oxum – Nossa Senhora da Conceição
Celebrando os aspectos da Deusa, que brilham e brilharão por todas as gerações de mulheres, que com esta essência, amarem a terra e quiserem manter a conexão viva com o planeta, sintonizando e equilibrando nossa energia feminina, que são dádivas da Deusa, ou da Grande Mãe.🙏
Os aspectos da Deusa são milhares, diferentes em
formas e significados, da mesma maneira que em um mesmo espectro óptico se observam a decomposição das
cores.
Como quando um feixe estreito de luz solar incide
sobre um prisma de
vidro, em um determinado ângulo, uma parte é refletida e a
outra parte atravessa o vidro, decompondo o espectro óptico em diferentes
bandas de cores. Assim são as faces da deusa, uma única energia vista em uma
multiplicidade de formas.
A origem dos mitos e símbolos da Deusa, bem como sua
representação histórica, sempre esteve relacionada ao acolhimento e cada um
destas facetas sempre teve algo a nos ensinar.
Muitas culturas e mulheres ao longo do tempo
mantiveram viva e firme a conexão com a grande Mãe.
Oxum, orixá das
águas doces, da sensualidade e da beleza é a deusa yorubá, protetora das fontes,
rios e cachoeiras. Incentivadora das artes e da criatividade, é a principal
divindade dos Oshogbó, capital e a maior cidade do estado de Osun, na Nigéria, que foi fundada no
século XVII pelos Yorubás, mais
importante grupo étnico do país.
O Festival de Oxum é realizado anualmente na
cidade de Oshogbó. O Bosque Sagrado de Osun-Oshogbó, onde se encontra
o Templo de Oxum, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.
Existem laços muito
estreitos entre o mito de Oxum e os
reis de Oshogbó. A festa anual de oferendas à Oxum é uma alegre comemoração que
relembra a chegada de Laro, fundador
da dinastia yorubá, às margens de um rio, cujas águas correm permanentemente.
Conta a história
que Laro e sua família encontraram um local favorável para o
estabelecimento de sua cidade e decidiram, próximo ao rio, fixarem residência
junto com seu povo.
Poucos dias após a
chegada de Laro, uma de suas filhas
resolveu nadar no rio e acabou sumindo nas águas.
Dias depois, a
linda moça reapareceu majestosamente vestida de amarelo com jóias de ouro e
cobre, carregando um leque e um espelho, pulseiras e colares dourados,
declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. O pai, encantado,
para demonstrar sua gratidão, dedicou-lhe oferendas.
Um imenso cardume
de peixes, assistentes da deusa do rio, aproximaram-se para comer, em sinal de
aceitação da oferta que Laro havia
jogado nas águas.
Nadava próximo ao
local um grande peixe. O estranho peixe cuspiu água em Laro,
que recolheu esta água numa cabaça para beber, fazendo assim um pacto de
aliança com a deusa do rio.
Em sinal de
agradecimento pela benção, estendeu, as mãos para frente e o peixe saltou para
elas.
Oxum é cultuada no
Brasil, em Cuba, Haiti, Panamá, Porto Rico, República Dominicana e nos Estados
Unidos ( Flórida - California -
Nova York) .
No cristianismo ela
é relacionada à figura de Nossa Senhora da Conceição.
Ela é conhecida de
diferentes maneiras no Brasil; na Bahia, ela é tida como Nossa
Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres; no sul é sincretizada
com Nossa Senhora da Conceição; no centro-oeste e sudeste é reconhecida
como Nossa Senhora ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Popularmente a celebração de Nossa Senhora da
Conceição relaciona-se ao arquétipo da Maternidade. Desde o século VII, na
Península Ibérica, festejos são feitos com esta evocação.
Nesta data, até pouco tempo, era comemorado o dia das
mães e não no primeiro domingo de Maio.
Adriana Moll
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Vedicamente Falando
Harih OM
A vida é um mergulho em infinitas possibilidades, na beleza das diferentes formas, na multiplicidade das cores. Podemos escolher mergulhar fundo ou permanecer boiando na superfície.
Para escolher o mergulhar profundo é necessário ter bases sólidas e confiança inábalável na plenitude do eterno Divino, que em sua essência, é absoluto e sagrado.
Eu sou o universo, infinito, múltiplo e diverso.
OM TAT SAT Adriana Moll
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Sarasvatī
Harih OM
Ela é Brahmī, protetora daqueles que buscam o autoconhecimento, dos estudantes, poetas e dos professores. Ligada à eloquência, ao belo e ao agradável falar, ela concede a comunicação auspiciosa.
Sua representação iconográfica mostra uma linda mulher, vestida de branco, com uma pele muito clara como o leite, tocando um instrumento musical- a vīṇā.
Seus símbolos são o Hansa, um pássaro semelhante a um cisne, um lótus branco e um mālā de pérolas,muitas vezes aparece acompanhada por um pavão. Carrega sempre próximo de si ou na mãos, os Vedas. É a protetora das 64 artes, provedora de toda criatividade e imaginação.
Sarasvatī também é o nome de um rio ancestral, hoje desaparecido, que corria ao noroeste da Índia, onde nos primórdios cresceu a civilização hoje conhecida como Sarasvatī - Sindhus. Por motivos climáticos e mudanças geológicas, os cientistas acreditam que o rio secou e que hoje ele corre apenas no subsolo terrestre. Pesquisas avançadas e auxiliadas por satélites comprovam a existência deste sagrado rio de tempos remotos.
A redescoberta do rio Sarasvatī levou a uma nova interpretação e a outros conceitos sobre os motivos para a mudança da civilização que existia naquela região para as margens do rio Ganges. Hoje sabe-se que a Tradição Védica começou à margens do Sarasvatī e migrou para o rio Ganges após a citada mudança climática/geológica responsável pela seu desaparecimento.
No simbolismo Sarasvatī também é reconhecida como um rio, e como uma deidade que rege o mundo aquático, é a energia divina que vem dos céus para purificar a vida no plano da terra, trazendo consigo tranquilidade, vitalidade, transparência, abundância e principalmente a clareza da mente necessária à discriminação do pensar.
Nas Purāṇas ela é a deusa da palavra e do discurso poético, fluente e harmônico.
Uma das manifestações mais boitas de Sarasvatī é como Sāvitrī, aquela que é dourada (olhos, mãos e língua), que protege e abençoa com vida plena todas as criaturas. É a representação da deusa como a rainha dos céu onde aparece correndo pela atmosfera sentada em uma carruagem puxada por cavalos brilhantes de patas brancas, concedendo a imortalidade, que advém por meio do autoconhecimento que está disponível para todas as criaturas. É aquela que presenteia o universo, como princípio criativo e inspirador de Īśvara que tudo gera e mantém, com a manifestação do sol, a presença das águas e a circulação dos ventos. É aquela que inspira todas as práticas mágicas e ritualísticas dos sacerdotes e à ela é dedicado o Gāyatrī Mantra.
Gāyatrī é uma personificação de Sarasvatī, como esposa de Brahmā, simboliza o Poder (Śakti) e as qualidades de conhecimento supremo, pureza e virtude.Na forma de Gāyatrī , com as bençãos de Brahmā acredita-se que à ela foram entregues o conhecimento completo dos quatro Vedas, por isso é reconhecida como a mãe dos Vedas.
Sentada sobre um lótus, aparece com cinco faces, representação dos 5 praṇas ou dos 5 elementos.
Gāyatrī, Sāvitrī e Sarasvatī são 3 aspectos da Śakti representando as divindades que presidem o Gāyatrī Mantra que é cantado, usualmente, três vezes ao dia.
Gāyatrī é uma personificação de Sarasvatī, como esposa de Brahmā, simboliza o Poder (Śakti) e as qualidades de conhecimento supremo, pureza e virtude.Na forma de Gāyatrī , com as bençãos de Brahmā acredita-se que à ela foram entregues o conhecimento completo dos quatro Vedas, por isso é reconhecida como a mãe dos Vedas.
Sentada sobre um lótus, aparece com cinco faces, representação dos 5 praṇas ou dos 5 elementos.
Gāyatrī, Sāvitrī e Sarasvatī são 3 aspectos da Śakti representando as divindades que presidem o Gāyatrī Mantra que é cantado, usualmente, três vezes ao dia.
Ela é Sara (essência) .
Ela é Sva (o seu próprio).
É o aspecto feminino de Īśvara que nos concede a "nossa própria essência" por intermédio do autoconhecimento que leva à liberação. Representa a sabedoria infinita que rege as leis do universo, permitindo os perfeitos ciclos da natureza, a abundância das formas, o alimento que gera a vida no nosso planeta, a força que orienta e governa toda existência que conhecemos.
Por meio da graça de Sarasvatī o conhecimento "flui"como um rio, por este motivo, ela também é conhecida como "aquela que flui" .
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